30 de agosto de 2007

Almeida


Tempestade de trovoada, para os lados de Espanha, na noite em que se comemorava a batalha de Almeida contra as tropas de Napoleão.

28 de agosto de 2007

Guarda

23 de agosto de 2007

updates

Vou aqui, e descubro uma referência a uma frase minha - é quase uma citação exacta! (refiro-me aos gajos dos jambés) Sim JM, também me rói não termos ido tocar a Paredes de Coura, e ainda bem que pelo menos tu lá foste.

Ainda em Lisboa, descobri que afinal esta história estava mal contada.

E já tanta gente me perguntou isto, mas não sei quando e se volto para Nova Iorque. Estou a tentar - ou melhor, estive, agora está o advogado - e notícias só lá para Setembro. Se não conseguir, ou tento Londres ou Porto... sugestões aceitam-se claro!

22 de agosto de 2007

ainda Espanha

antes do Sul de Portugal, e depois de Inglaterra, estivemos uma semana em Espanha, desde Madrid a Zahara de los Atunes (Cadiz). E aqui fica, como agradecimento ao P e à L pelo maravilhoso acolhimento em Madrid, esta foto do transparente em Toledo.

Espanha é realmente grandiosa nas catedrais (especialmente Toledo e Sevilha), mas peca um bocado pela falta de agradabilidade portuguesa: a comida é toda frita e pesada, faz um calor estúpido, as pessoas falam alto e pela garganta, roucas. Who cares? É uma festa, de férias, e o mar é bem mais quente que o nosso.

[no bar]
—Então essa tapa, ainda demora muito?
—Estás de vacaciones?
—Sim...
—Então aproveita-as!

21 de agosto de 2007

Lisboa

S. Vicente de Fora, uma das peças mais surpreendentes que vi na capital. Perfeita, o que quer dizer que está tudo onde deve estar ainda que um pouco frio. Mas lá fora há tanta luz e calor, que não importa.

Sobre Lisboa, queixas: não há indicações para o metro, está tudo fechado, mais turistas que locais, serviço pobrezinho nos restaurantes e cafés. Mas o resto compensa, e é por isso que se aguentam essas mesquinhices: a luz no terraço da Sta. Engrácia, as ruas tortas de Alfama, a boa companhia e anfitriões impecáveis (obrigado J e C) e a glória do espaço interior dos Jerónimos.

Os pastéis de nata também não estavam maus, mas aí presenciámos uma das cenas mais caricatas da viagem ao Sul: uma sala com metade das mesas vazias, ao mesmo tempo que os turistas faziam uma fila interminável para se poderem sentar na outra metade. Perguntei ao jovem que nos servia porque era assim, e a resposta era de esperar: não há empregados suficientes. O produto é bom, por isso há sempre procura e o turista que espere.

Infelizmente, é assim um pouco por todo o lado neste país. Faz-se o Allgarve para chamar turistas e depois vamos a Palmela e o castelo e a igreja estão de férias. Não é gravíssimo, mas irrita e é um subaproveitamento ao qual não sei se nos podemos dar ao luxo.

20 de agosto de 2007

Lisboa

S. Roque. Voltei aqui passados 5 anos, quando andei (e mais 4) de escadote a levantar a igreja, os pormenores e as molduras. É um edifício fantástico, por dentro (por fora nem por isso) e tem este altar fantástico, muito gruesome, com as tíbias dos santos metidas em braços artificiais.

7 de agosto de 2007

Sevilha

Porto

adoro

trabalhar em dois sistemas, no mesmo computador, novinho em folha. Já parecem ir longe os dias da minha cafeteira de "titânio", cheia de autocolantes e verdete, mas que correu meio mundo comigo sem nunca me deixar ficar mal (lá fiz mais ou menos metade do que está aqui).

6 de agosto de 2007

Attingham

Standen


Petworth

sabedoria de algibeira

escrever mails é como lavar pratos - se deixamos andar, acumulam-se de tal maneira que se corre o risco de deixá-los ficar em cima da banca até não se aguentar mais.
Isto é só para me queixar que agradecer a toda a gente de Inglaterra e de Espanha, é uma tarefa de Hércules. E que espero não ter que ir para o estrangeiro no próximo mês. Depois sim...

5 de agosto de 2007

férias

e em Julho, Inglaterra e Sul de Espanha, com não menos de 46 graus à sombra.
Amanhã vou ser um bom rapaz e pôr imagens, textos e responder a muita gente.

8 de julho de 2007

[Uppark]

[Arundel Castle]


[West Dean]


O pais das maravilhas, pelo menos no campo e por agora.
Attingham.

2 de julho de 2007

O sítio da tralha

É perto de Ovar, numa estrada meia nacional - mas não sei bem, porque levaram-me lá. Eu pus a foto sem pensar muito, e parece que há a quem dê jeito. O sítio é 10 vezes maior do que o que se vê, e arranja-se de tudo, mesmo tudo. Eu saquei um mapa de Nova Iorque dos anos 20, mas houve quem levasse mesas, camas e cadeiras, e até pianos.

25 de junho de 2007

O que nos vale


É que o Porto ainda é bonito, e o S. João é a maior festa de sempre.

20 de junho de 2007

este é só

o post número 350.

tralha e mais tralha

18 de junho de 2007

SARDINHADA

Há pré-party de S. João para quem quiser, na sexta 22, no meu grande terraço em interior de quarteirão com vista para os quintais dos meus vizinhos típicos do Porto.

É de trazer vinho verde com fartura, que este fim-de-semana já me apercebi bem da toxicidade da cerveja nacional. Nós providenciamos os divinais peixes e o assador, batata e pimento, e opção vegetariana ainda por cima! (não sei bem o que vai ser ainda, mas a julgar pelo que andámos a comer a semana passada -graças ao meu irmão, vegeta há anos- também não vai ser nada mau)

Apareçam - se estou a pôr isto aqui é porque é público!

[A morada já sabem, e se não sabem perguntem que a gente diz]

Miguel Torga

Comecei há dias a ler o Diário IX, mais pelo desenho fantástico e ultra-minimal das edições da Coimbra do que por outra coisa. Além disso, estava mesmo aqui à mão, nas centenas de livros velhos do meu avô que pululam nas estantes também velhas de madeira escura da minha casa aqui no Porto. E não é só design, claro! apercebi-me agora (burro) que o estou a ler. A escrita é tão sólida como a madeira dos móveis, elegante, inteligente. E muito fixada no periodo da ditadura (saiu em 1964) mas sem lugares comuns, torna-se assim intemporal. Clássico.

14 de junho de 2007

a saga do lixo - o final

Depois de tudo, apareceram cá às dez da manhã.

11 de junho de 2007

à noite

No Sábado, tentamos entrar do festival de Drum'n'Bass, mas os 20 euros parecem-nos demasiados para levar com aquela descarga de som, putos alcoolizados, e parque de estacionamento do Souto Moura. Vamos até à tendinha, e a única coisa de nota (a música estava fraca, pelo menos para abanar o esqueleto) era um grupo de ingleses que parecia, literalmente, fora de escala. Eu que sou mais ou menos alto para os níveis portugas, podia ver um nível de cabecinhas de jovens "sardinhas" (todas pequenas, algumas também boas) e no meio, uma montanha de "bifes", altos e altas, todos louros, aos saltos e com os ossos largos e carnosos. Pareciam inchados, ou colados no photoshop a um tamanho diferente.

No dia seguinte, umas cervejas no primeiro verdadeiro hostel do Porto, que se recomenda, e onde tivemos uma agradável discussão sobre como o comércio é obsceno: pensei que já não fosse possível, mas o Porto ainda é assim. E agora está tudo à venda...

7 de junho de 2007

Câmara Municipal

[depois de ter arrumado a casa, e de ter bocados de alcatifa, cadeiras partidas e mantas com bichos para deitar fora]

- Bom, dia, queria pedir que viessem da Câmara recolher uma data de entulho que tenho aqui em casa
- Olhe, mas o que é que é?
- Bem, são várias coisas, uma cadeira, uns tapetes...
- Mas tem que me dizer exactamente, porque se me disser só uma cadeira eles só levam uma cadeira.
- Então espere aí.

[desligo, e vou fazer um inventário do que tenho. Torno a ligar, e começo a explicar o que é: 1 cadeira partida, 7 rolos de alcatifa, 5 mantas, 8 tábuas de madeira, etc]

- Mas ó senhor, diga-me: é muita quantidade ou é pouca quantidade?
- Ah... Bem...
- Pode pôr num contentor verde?
- Mas eu não tenho contentores verdes ao pé de casa!
- Não! Eu quero dizer se cabe tudo em dois contentores?
- Ah isso sim.
- Porque se fôr menor que 2 metros cúbicos não paga.

[dou-lhe a morada, telefone, etc. e marcamos um horário]

- Então senhor, eles vão lá na terça, da uma e meia às quatro e meia.
- E telefonam-me quando chegarem?
- Ai isso não, é preciso estar lá alguem à espera, que eles têm telemóveis mas é para uso pessoal
- Mas eu não posso estar 3 horas à espera à porta de casa!!!
- Então diga-me uma hora certa...
- Olhe, pode ser mesmo à uma e meia.
- Ai está a ver, não lhe posso marcar isso porque a essa hora tão cedo eles nunca estão lá....

4 de junho de 2007

bizarria

na TV, claro, na nossa, uma entrevistadora e dois opinionistas:
Entrevistadora: - Sr. com óculos, o que é que acha que podem fazer os portugueses perante o crime violento?
Sr. com óculos: - Os portugueses esquecem-se que andam constantemente armados. O molhe de chaves, entre os cinco dedos de uma mão, é um método muito eficaz.
Entrevistadora: - E a senhora bem falante, o que diz?
Sra. bem falante: - Ai eu não acho que Lisboa seja uma cidade perigosa de todo, acho que é uma cidade muito segura.

Ficamos nisto: agressão violenta e partimos o nariz à gunaria com a chave na mão tipo soqueira, ou negação pura e simples. Bestial.

1 de junho de 2007

Já cá tou

E ainda por cima, a carreira das nove (vulgo voo TP114 Newark-Porto) ainda chegou ANTES da hora!!!!! E desta vez nem houve pais a trocarem as fraldas aos bebés nos bancos, pelo menos não ao meu lado, por isso não me queixo.
Muitos bigodes, claro, e um taxista que nos contou a vida toda em português de qualidade foram as boas-vindas. Mas o tempo primaveril e o ar limpo e com cheiro a mar valem por tudo. Ainda por cima, a minha casa fica mesmo em frente à única casa baixinha da rua, por isso consigo ver uma réstia de mar, por trás do monumental cagalhão da casa da música.
Até breve, a todos.

25 de maio de 2007

O domínio

www.alexandregamelas.com

mas não pensem que o blog muda de sítio, e agora que estou quase a voltar para a terra (1 de Junho aterro no Porto) vou finalmente ter tempo para coçar e escrever.
Comentários são bem-vindos.

21 de maio de 2007

luz ao fundo do tunel

st john the divine.

pois pois

O melhor deste processo (visto, etc), como todos os processos de crise, é que obriga a arrumar a casa e reorganizar os objectivos. Mas quero voltar, e se não voltar emigro outra vez para Londres (onde já está muita gente).
E agora, uma linha morta até aos últimos dias - i.e., acabar um projecto sob pressão, que é o que eu gosto.

16 de maio de 2007

dentro e fora

E' como estou agora. Sem visto, mas com esperança, e muito trabalho pela frente.
O governo e' mesmo uma merda, seja em que pai's for.
A todos os que foram rejeitados, um abraço.
Se conseguir voltar, escrevo um livro sobre a minha historia...

10 de maio de 2007

linhas mortas

E' como na faculdade; ou em Wall Street. Ontem trabalhei 14 horas, e preparo-me para nao ter fins de semana ate' ao fim do mes.
Ao contrario de Wall Street, nao se ganham milhoes. E ao contrario da faculdade, e' viciante.

30 de abril de 2007

obrigado ao Tio Sam

pela devoluçao, finalmente, dos meus impostos. Passados dois meses, recebo na minha conta quase o mesmo que poupei em ano e meio. Benesses de quem e' nao residente. Eu bem sou a favor de um sistema mais simples, em que se pague menos e se devolva menos, mas por agora nao me queixo.
E o' Maria, nao te preocupes que daqui a nada tens la' um texto meu.

25 de abril de 2007

o luxo


Hyde Park, estado de Nova Iorque.

14 de abril de 2007

antes e depois

"este livro mudou a minha vida" - e' uma frase clichetica, mas ele diz tudo, e ainda so' vou a meio. Claro que so' serve para quem quer fazer frontoes e neo-neos, mas voces modernistas de meia tigela bem lhe podiam pegar... nem que seja para dizer mal.

10 de abril de 2007

saudades da Europa

Roma.

5 de abril de 2007

o ceu da boca

Foi um projecto que fiz com este meu amigo, ha' 5 anos. Era uma serie de ilustraçoes, 15 ao todo, para poemas para crianças. Infelizmente ate' hoje ninguem nos quis publicar isso (talvez pela estranheza do projecto, e em paises pobres como o nosso nao ha' grandes margens para investir no risco). 6 delas viram a luz pela primeira vez no passado fim de semana, graças 'a minha cara casa.

2 de abril de 2007

máximas

Gosto do meu chefe porque é daquelas pessoas que usa pequenas frases que dizem tudo e de que é fácil lembrarmo-nos nos tempos difíceis (i.e., quando estamos a dar cabo da cabeça para resolver um problema). A última: "Não estamos aqui a olhar para os livros de história para descobrir a verdade, mas para projectar [to design]. Não há nenhuma verdade". Isto a propósito das ordens arquitectónicas não é coisa fácil, mas é simples.

29 de março de 2007

ei-los

Os herois de que falei em baixo. Este e' o edificio dos correios, e atras, tambem dos Mckims, ficava a Penn Station, uma das maravilhas do mundo se nao tivesse sido deitada abaixo.

26 de março de 2007

joia

de Nova Iorque, a Morgan Library era a casa do sr. Morgan (que deu o nome a uma das maiores instituiçoes financeiras que por ai' andam) e foi desenhada pelos herois da Gilded Age: McKim, Mead & White. Dinheiro e bom gosto juntos e' que e'.

23 de março de 2007

Lord Paul

Aqui esta' uma foto de um dos ultimos Beattles, em frente ao escritorio. Foi pena a maquina ter disparado quando ele estava atras do poste, mas paciencia, acreditem que 'e verdade. A profusao de gente conhecida nesta cidade transforma tudo num filme - chegamos todos 'a janela para o ver entrar no predio da frente, ele viu a luz vermelha da maquina, e acenou-nos.

16 de março de 2007

grind, grind, grind

trabalho, trabalho, trabalho, sem parar, ate' Terça.

6 de março de 2007

arrumaçoes

Tratar de links ja' ultrapassados, pessoal que ja' nao escreve ha' meses e ainda nao deu o golpe de misericordia, ligar mais uma.
E talvez uma renovaçao nas cores.

5 de março de 2007

não tinha percebido

que a menina que foi brunchar hoje connosco, era a primeira vez que nos via! Então até breve e obrigado pelo link (eu linkarei em breve, quando actualizar a página esta semana).

4 de março de 2007

experiencias gastronomicas

Há duas semanas, o Schiller's Liquor Bar, para o brunch, graças ao Ricardo e à Maria. O sítio é fantástico, as paredes cobertas a azulejo branco (chamado subway tile por ser igual ao do metro), tudo com ar de leitaria anos 20, muito elegante e populado por jovens burgueses como nós, a armar ao rico com ar de pobre. E a comida também não era nada má, pela primeira vez pareceu-me comer uns ovos feitos com manteiga a sério, e não aquela merda que se põe num spray e depois se espalha na chapa. Como é da praxe, é preciso esperar porque não se fazem reservas para o brunch, mas vale a pena, e a espera é - I Love America! - sempre menor que o anunciado.
Na quarta-feira passada, dia de pagamento, fui com alguns colegas ao santuário da carne - o Peter Luger, em Brooklyn. Vai-se lá para comer o melhor bife da galáxia (pelo menos desta) e tinha lido em tudo o que era lado que o problema era o serviço antipático. Qual quê, foi um prazer ser servido por um cavalheiro nos seus 50s, com sotaque alemão (provavelmente judeu), austero e carismático. "Querem menus? Temos bifes, cabrito e salmão, e cerveja". Claro que não andei uma hora de metro para vir comer salmão, venha lá o bife e a cerveja. O espaço era também velho, o mesmo desde 1800 e tal, paredes de madeira escura com tectos brancos, mesas compridas, simples, e tudo com um ar robusto, americano. O bife foi uma ode à carne, veio sem sal para que o puséssemos nós, e cada pedaço sumarento derretia-se com o esparregado e as batatas. Agora quero comer uma posta mirandesa, no Verão, para comparar.
E hoje, o Essex, o mais low-budget dos três, em que 16 dólares nos trouxeram ovos, salmão (ao pequeno-almoço sabe bem), ovos de salmão, crepes de batata e três bebidas a cada. Nada mau, é pena é a viagem porque estes sítios ficam todos longe da minha casa, mas não há de andar longe o dia da mudança.

2 de março de 2007

Ja' la' estou


Aqui. Recebi ontem uma carta dentro de um envelope ranhoso, e tremi todo a pensar "bem, e' mais uma carta daquelas a dizer obrigado pelo esforço mas nao temos nada para si". E nao era, dizia que fui aceite para o curso de Verao e com bolsa. Em Julho la' vou para Inglaterra passar tres semanas a ver casas de campo, conhecer aristocratas e professores de Historia de Arte e fazer caderno de viagens. Mas desta vez com espirito practico, i.e., vou desenhar os precedentes daquilo que faço agora, no presente. Felicidade...

24 de fevereiro de 2007

há dois anos

15 de fevereiro de 2007

13 de fevereiro de 2007

9 de fevereiro de 2007

no metro

Hoje de manha, arranjo lugar junto 'a porta que nao abre, um luxo raro na linha 2. A razao e' simples: naquele lado da carruagem estava um gajo a dormir, com um carrinho de compras a entupir a porta. Mas nao cheirava mal, talvez por ser Inverno, e eu la' me acomodei, e depois foi entrando mais gente.
Ia aqui escrever qualquer juizo sobre os sem-abrigo, mas achei melhor nao. Conheço quem diga que nao os respeita, porque nao querem trabalhar. E eu nao sei se e' bem assim, mas sei que nao quero acabar como eles.

1 de fevereiro de 2007

horrores do capitalismo idiota

Ter o ar condicionado a funcionar no Inverno, porque ninguem esta' para abrir as janelas.

29 de janeiro de 2007

obrigado

pela recomendação. E ainda por cima quando tenho escrito tão pouco. Só vi hoje, sinal da trabalheira que têm sido os últimos tempos, mas já sei que esta desculpa já não engana ninguém.
No Verão, estarei em Portugal, e se tudo correr bem, em Inglaterra em Julho, mas para isso há que escrever cartas e refazer currículos e chatear o pessoal para escreverem outras cartas a dizerem bem de nós. Se conseguir aquilo que quero (para já soa a vago porque ainda não há confirmações, apenas expectativas) prometo uma champanhada, aqui em NY. Nem mais!

Bocas de Incêndio 4 e 5

Estão nas bibliotecas e lojas de livros distintas. Mais uma vez o design e tipografia são cá da casa.

26 de janeiro de 2007

O lobo

Finalmente, vejo o Tom Wolfe ao vivo, numa pequena conferencia na Columbia. Fazia parte de um painel de "notaveis" que discutiu um livro recente sobre NY. Nao interessa, porque ele do livro pouco falou. Falou da cidade, falou de si proprio, falou de arquitectura, disse que o Whitney museum parecia um bunker da 1a. Guerra Mundial, que daqueles buracos meio angulares pareciam sair espingardas prontas a abater o burgues que se passeia pelo Upper East Side em busca de roupas caras. Tambem contou uma historia do Richard Meier: numa outra conferencia, falava de um projecto seu num centro historico de uma cidadezinha qualquer, e de como o perimetro da sua obra (como de costume, o "tubo branco") "dialogava" com o tecido urbano existente. Rapidamente, um professor de Harvard que estava na assistencia perguntou-lhe: E o que e' que o tecido urbano existente respondeu?
Delicioso, e isto a proposito de gozar com o "Lord" Foster (as aspas sao dele) e do seu arquitectes ("architectspeak") e de como uma das suas torres "dialogava" com o existente, por ser vertical e o existente, horizontal. O triunfo da estupidez, ainda por cima contado em falso sotaque britanico por este velhote escritor no seu fato branco, camisa branca, sapato branco, gravata e botoes de punho cor de menta, como se veste desde o tempo da Maria Cachucha. Um figurao.

23 de janeiro de 2007

nem de proposito

o meu ultimo livro-de metro, outro classico (i.e., quando a menina acabar o livro do Fernando Pessoa em ingles que lhe ofereci) e' o Capitalism and Freedom do Milton Friedman. De manha cedinho, no supermercado, compro pao e manteiga para levar para o escritorio, com o livro ao lado e nem de proposito - so' o capitalismo e' que me deu liberdade para comprar esses luxos nesta cidade. Em Portugal nao se da' conta disso, porque tudo o que e' bom se pode comprar facilmente. Aqui paga-se bem, e por isso e' preciso escolher aquilo que se quer, e se pode, comprar. Mas em Portugal vive-se tambem na ilusao e nao sei por quantos anos mais. Para ja' e' so' para passar ferias e voltar atras no tempo, luxos esses tambem necessarios.

19 de janeiro de 2007

a cidade

de Leonardo Rodrigues.

16 de janeiro de 2007

familia de agricultores, perto da Guarda

de notar o tamanho das cabeças (esta gente era pequena).

11 de janeiro de 2007

Se'

da Guarda.

10 de janeiro de 2007

5 de janeiro de 2007

e pronto

La' voltamos 'a terrinha, desta vez uma maiorzinha e mais robusta que a nossa Portugalia. A primeira coisa que notei foi o calor dentro de casa, mesmo na casa de banho que nao tem aquecimento. Ja' sei que me tornei num maricao americano de primeira, mas em Portugal passa-se frio dentro de casa, e ninguem liga o aquecimento (tirando a honrosa excepçao deste meu amigo). E' incrivel respirar bafos de vapor, na sala de estar!
Bem, queixas 'a parte (e so' mais uma - porque e' que em TODOS os voos da TAP ha' sempre um casal que muda as fraldas da criança nos bancos do aviao 'a minha beira? "AAAAiii, tanto coco!!!" uugghhhhhhh) Portugal e' mesmo, hum, diferente, e nalgumas coisas mesmo bom, e proximamente virao provas fotograficas disso mesmo. Ate' la', Bom Ano a todos.

20 de dezembro de 2006

e Bom Natal

antes que ponham as muralhas de fogo aqui no tasco... ate' breve!

17 de dezembro de 2006

Domingo de manha

E la' se encontra um espacinho para escrever. Recapitulando os ultimos tempos:
O misterio das vozes bulgaras
foi uma das coisas mais impressionantes que ja' vi, tanto pela estranheza do som ("afinado" mas fora do nosso sistema dodecafonico ocidental) como pelo impacto visual. Umas trinta mulheres, todas mais ou menos da mesma altura, dispostas muito juntas e em semicirculo, e cujos vestidos se compoem de linhas horizontais de varias cores, mas todos iguais e que por isso se prolongam umas nas outras. Nem e' preciso mais cenario, e quando abrem as goelas todas ao mesmo tempo, a espinha sofre arrepios constantes - bom, bom, bom.
Quanto ao livro sobre o Mies, que foi a ultima coisa que encontrei para ler no metro, a conclusao e' que e' muito facil encher paginas para vender qualquer coisa... Tudo bem que o homem nao era um rochedo de moralidade, mas o livro nao faz mais que insinuar e insinuar e tentar construir suposiçoes 'a volta dos nazis e do arquitecto que nao queria sair do seu pais. Paciencia, agora tenho o Borges graças 'a minha vizinha, para compensar (e e' a primeira vez que o encontro em lingua original).
La' arranjei tempo para mais uma das mariquices da casa, uma leitura encenada amadora do Shakepeare, Othello. Eu fiz dois personagens, Lodovico e Roderigo, e diga-se com quase nenhums ensaios a coisa foi um caos de interpretaçoes - lutas de espadas de laser, o Othello com sotaque 'a tartaruga ninja (o rapaz e' da California), a prostituta asiatica, todos com sotaques diferentes e a presidencia que quase nos queria boicotar. Eu usei umas calças elasticas muito justas da minha menina, e o resultado esta' aqui.

5 de dezembro de 2006

e obrigado

por esta "prenda" a' espera segunda de manha, na parede em frente ao escritorio. O artista e' tao famoso que nem vale a pena fazer publicidade, e eu sou um fa.

ai' em baixo:

a primeira foto 'e da adega a que fomos. Burros, pens'amos que um wine tasting era uma boa maneira de começar o dia. Assim que chega'mos e nos prepara'mos para a visita, a primeira coisa que nos dizem e': "Dos nossos 7 vinhos, nenhum e' feito com uvas." Ora toma. Prova'mos entao "vinho" de maça, de pera, framboesa, ruibarbo e ate' de maple syrup.
A segunda foto e' de andar a cavalo, no meio da floresta, durante uma hora. Pena que fosse em grupo, e o cavalo ja' sabia por onde ir, por isso nao houve grande emoçao alem do por do sol no Inverno montado no animal.
A terceira foto e' de Wilmington, uma cidadezinha perto da nossa cabina, fundada em 1700 e troca o passo,e aquele cantinho e' uma das poucas coisas que resta. No Vermont, daquilo que vimos, nao fiquei muito impressionado com a arquitectura local - alem de que ja' nao ha' muito que ver, mesmo os edificios mais importantes - igreja, camara municipal, hotel - eram bastante toscos, sem aquela graça primitiva que h'a em Williamsburg (ver Março do ano passado...).
A quarta foto e' o melhor das vacances - a lareira no meio da sala, em frente 'a televisao gigante a debitar jogos de futebol americano... com vinho (a serio) e queijo os dias passaram com uma preguiça de luxo.

29 de novembro de 2006

Vermont




22 de novembro de 2006

bom peru

Amanha e' thanksgiving e o pais pa'ra. E no's tambem, mas so' vamos parar no Vermont. E depois virao noticias da nossa cabina no meio do nada. Ate' la',

17 de novembro de 2006

um ano

de casa, trabalho e circo em geral por NY, mas especialmente de estar com a minha menIna. Parabens a no's, na janela da vizinha da frente.

16 de novembro de 2006

25 000 marmelos

Obrigado a todos...
E ultimamente,
choque, pelo casamento do ano;
regozijo, pela decisao do ano.

8 de novembro de 2006

figuras




6 de novembro de 2006

heaven

O jardim botanico no Bronx, ontem.

1 de novembro de 2006

helloween 2

31 de outubro de 2006

ainda agora


vi mais uma coisa tipica daqui, insolita como de costume. Pensava eu que por ser manha de Halloween e a parada ser mesmo aqui ao lado, se justificava estar um rato gigante na rua. Nao podia estar mais enganado - pelos vistos e' uma practica corrente. Quando uma obra nao emprega trabalhadores sindicalizados, o sindicato local (neste caso os carpinteiros) faz uma manifestaçao 'a porta da obra e planta uma ratazana insuflavel como forma de protesto. Nao ha' obrigaçao de pertencer, mas se nao pertences, e's um rato. Isto quanto a mim e' bullying, e nao direito ao trabalho. E por varias razoes, nao acho que os sindicatos sejam particularmente favoraveis aos trabalhadores; pelo menos numa economia de mercado (talvez numa economia socialista, mas a minha opiniao sobre esse tipo de economia tambem ja' sabem...).